3. Poeticamente, o sal metaforiza o mar, as lágrimas, a força de viver. Castro Alves, em sua obra poética, lança mão desse recurso para unir arte e crítica social. Observe os fragmentos: Fragmento 1 – “A Canção do Africano” Lá, na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão... Fonte: CASTRO ALVES, 1995, p. 100. Fragmento 2 - “O Navio Negreiro” Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se eu deliro... ou se e verdade Tanto horror perante os céus... O mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noite! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!... Fonte: CASTRO ALVES, 1995, p. 137. Em relação a esses versos, é possível afirmar: O canto, as saudades e o pranto do escravo, no primeiro fragmento, são decorrentes do cativeiro resultante da escravidão, situação aviltante ao ser humano. O “horror perante os céus” a que se refere o eu lírico, no segundo fragmento, corresponde ao tráfico de escravos, mácula sociomoral que envergonha o Brasil. III. Em ambos os fragmentos, a crueldade da escravidão se faz presente. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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5. Oh! eu quero viver, beber perfumes Na flor silvestre, que embalsama os ares; Ver minh’alma adejar pelo infinito, Qual branca vela n’amplidão dos mares. No seio da mulher há tanto aroma… Nos seus beijos de fogo há tanta vida… – Árabe errante, vou dormir à tarde À sombra fresca da palmeira erguida. Nesta estrofe de “Mocidade e Morte”, de Castro Alves, reúnem-se vários dos temas e aspectos mais característicos de sua poesia, caracterizados pela terceira geração romântica. São eles:
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